Seguidores dos Guardiões e Guardiães de Umbanda

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Na Verdade Quem Faz o Mal?



Nas lides de um terreiro de Umbanda, há uma linha de trabalho muito pouco entendida até os dias de hoje. É a linha dos Exus e Pomba Giras que pejorativamente receberam a alcunha de “demônios” ou daqueles que são os responsáveis diretos por toda prática do mal.

O termo “demônio” é vocabulário milenar. Na Grécia Antiga encontramos seu significado a traduzir-se por “Gênio” ou “Espírito”. Portanto, Exu e Pomba Gira são Espíritos em evolução e buscam essa evolução com a consciência desperta através das experiências próprias.

Assim, como todas as demais Entidades que militam na Egrégora da Umbanda essa linha de trabalho tem funções específicas a exercer. E embora as tenha devem ser recebidos nas sessões em que trabalham a olhos vistos dos filhos do terreiro e da assistência com o mesmo respeito das demais entidades das outras linhas.

Muitos nem se apercebem que os trabalhos de um Exu e de uma Pomba Gira são constantes, começando bem antes de uma sessão ou gira, continuando durante a mesma e se prolongando após encerramento das atividades do plano material.

Ser responsável pela segurança de um terreiro e dos filhos do mesmo é tarefa que requer muita destreza porque muitos filhos quando dão expansão as suas tendências sempre alegam que é por conta da energia dessas Entidades que possuem ao seu lado e esquecem que o livre-arbítrio é patrimônio de todos.

Nunca um Exu ou Pombagira irá agir indo de encontro a Lei ou desrespeitando o livre-arbítrio de quem quer que seja!

Nunca irão praticar o mal se estão numa linha de frente para combatê-lo como uma grande polícia de choque neutralizando as investidas das trevas na luz. Sim, meus amigos! Exu é um ponto de luz nas trevas!

E quantas trevas eles ainda tem que combater?

Isso sem falar nas trevas da ignorância que existe em muitas mentes humanas que sem conhecerem, alegam que por nós fazermos parte da esquerda somos maus.

Somos à esquerda, sim! Isso sem sombra de dúvida. Porém esse fato não nos torna menores e nem piores. Quando me refiro à esquerda quero que fique bem claro que essa polaridade é a contrapartida da direita. Só para dar um exemplo: que seria do pólo positivo sem o negativo no campo da eletricidade? Sabe o que aconteceria? Não existiria corrente elétrica para gerar energia meus filhos!

Portanto, Exu e Pomba Gira são à esquerda no trabalho da direita.

Há entidades que tentam enganar os filhos de fé se passando por esses trabalhadores? Há sim! Esses são os chamados quiumbas que acostumados a determinados despachos que recebem buscam se envolver com todos os assuntos para garantir a manutenção dos seus desejos. Esses estarão sempre à disposição da sua clientela, porque para eles nada mais existe a não ser um negócio que a primeira vista pode parecer rentoso e prazeroso, porém que a médio e longo prazo trará conseqüências funestas para ambas às partes.

Então meus filhos entendam de uma vez por todas que Exu e Pombagira no trabalho de Umbanda não faz o mal! Procurem compreender essa linha de trabalho e se tiverem a oportunidade escutem o conselho desses guardiões. Com certeza muitos de vocês vão se espantar com a resposta que irão receber.

Laroyê Exu! Laroyê Pomba Gira na Umbanda


       Por Dona Maria Padilha das 7 Encruzilhadas

    Mensagem recebida Por Mãe Luzia Nascimento em 2 de Setembro de 2006

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mensagem de Exu Sultão



"Quando se vai em algum lugar, devemos levar alguma coisa boa: PODER É DEUS, EXEMPLO É JESUS, FORÇA É PERDÃO".

A força de cada um, é o perdão. Aprenda a perdoar todos os que passaram pelo seu caminho. Se não perdoarmos alguém, ele será uma pedra em nosso caminho. O poder de Deus não se manifesta. O poder de Deus é o exemplo. É a força de perdoar.

Perdoando se encontra a força. Se encontra um sentido para a vida. A vida por si só é um mistério. Estar vivo é um milagre. Agradeça por estar vivo. Agradeça sempre.

Temos uma boca e duas orelhas para: Ouvir mais do que se fala. Falar menos do que se ouve. E buscar viver mais, "do lado de dentro" e não da "boca para fora".

A razão de viver: Viver o seu melhor. Viver o melhor, é ser o melhor que você pode.

Sofra, aguente a dor. E seja firme no caminho da luz, que não tem atalho. Na hora do sofrimento e da dor, busque Deus, que está dentro de você.

Seja firme. Pare de reclamar da vida. Agradeça o que você tem e não reclame do que você não tem. O que você tem pode ser retirado para você aprender a lição da humildade. Se você perder a matéria, pense que você tem uma cabeça para pensar.

E pense em Deus. Deus pode modificar sua vida se você caminhar com Ele. Caminhe com fé. Se te faltar a fé, peça a Deus para encontrá-la no silêncio. Deus fala no silêncio de cada um.

Deus não tem religião. Encontre uma verdade para a vida e que esta verdade habite seu ser, sua alma, sua mente e seu espírito. Busque esta verdade como quem tem sede.

A vida é sagrada. Não destrua o corpo que é sagrado. Não banalize.

Se te falta ânimo e esperança, levante e caminhe com as próprias pernas. A força da razão te diz o que é bom para você, então procure o que é bom para você.

Isto é para mim, também. Eu não sou nenhum iluminado. Sou mais um entre tantos oturos, que sabe que o tempo não pode voltar para trás. Eu não posso voltar para consertar os erros que já fiz, as pessoas que machuquei. Mais me envergonho do que me orgulho. Que a minha vergonha, seja motivo para caminhar, também. Se eu errei, é um motivo para tentar acertar.

Se apegue a Deus, peça perdão pelos seus erros e aprenda a perdoar, também. Se perdoe, porque ninguém pode te julgar. Só você e Deus.

Eu não aponto o dedo para ninguém e não aceito que ninguém aponte o dedo para mim. Se eu errei, eu agora quero acertar. Esta é a história de cada um de nós. Seja forte, não desanime, acenda uma luz. Nós estamos aqui para ajudar e orientar.

Quem pode mais que Deus? Mais que Deus, ninguém. Ele que é tudo, que tudo pode.

Que Deus nos ampare, aqui, agora e sempre. Assim seja!

Mensagem passada pelo sr. Exu Sultão, incorporado em seu médium Alexandre Cumino, em 27/05/2010. Transcrita pela médium Márcia Nunes.

Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Malandros e Malandras na Umbanda



Trabalham dentro da Linha de Esquerda em alguns terreiros de Umbanda (não todos) e são tratados muitas vezes como Exus, mas os Malandros não são Exus de fato. Essa idéia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles.

Os Malandros são espíritos que tem suas próprias características e jeito de manifestar e falar  bem diferentes dos Exus. Pode-se citar alguns nomes a mais conhecida falange deles a do Zé Pilintra, mas tem também Malandro, Zé do Coco, Zé da Luz, Zé de Légua, Zé Moreno, Zé Pereira, Zé Pretinho, Malandrinho, Camisa Listrada, e outros.

São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá e sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco (ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala,  mas a maioria  gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto.

Gostam de dançar gingando as pernas e corpo como se fosse parecido com a gafieira.

Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos demais.

Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas. Gosta muito de ser agradado com presentes, festas, ter sua roupa completa, é muito vaidoso, tem duas características marcantes:

Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las ,etc.

Outra é ficar mais sério parado num canto observando os movimentos ao seu redor, mas sem perder suas características.



Existem também as manifestações femininas da malandragem, a Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se com as características semelhantes aos malandros, dança gingando ou sambando, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem.

Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois ele trabalha muito com as almas, assim como é de característica na linha dos pretos velhos e Exus. Sua imagem costuma ficar na porta de entrada dos terreiros, pois ele também toma conta das portas, das entradas  etc.

É muito conhecido por sua irreverência, suas guias podem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de Exu, até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.

Salve os Malandros e Malandras na Umbanda... Saravá a Malandragem!!!

Fonte:  http://blog.clickgratis.com.br

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O Inferno só existe dentro de cada um de Nós



O inferno só existe dentro de cada um de nós. O sofrimento não está no que nos acontece, mas na maneira pela qual reagimos aos fatos e o que fazemos com nossos pensamentos.

A atitude que adotamos diante da vida tem papel fundamental na nossa felicidade. Preocupar-se apenas com o presente, procurando encarar as coisas com alegria e tranquilidade, é o segredo para atingir a paz e a harmonia.

O caminho da espiritualidade é, antes de tudo, uma conquista individual, e deve ser utilizado para conviver com o estresse do dia-a-dia e com as dificuldades com as quais temos de lidar no trabalho e nos relacionamentos.
  
Se focarmos nossa imaginação mais na experiência direta que na crença em fé cegas e mais no amor do que no medo, a felicidade estará mais perto do que se imagina.

Pense Nisso...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Exu e Kardecismo



        Salve amados irmãos, é com muita alegria que recebo esta oportunidade para falar de Exu e vou aproveitá-la para esclarecer um assunto que me parece polemico: o fato de existir ou não Exu trabalhando junto as correntes kardecistas.
Bem... Uma coisa é bem clara para todos nós, eles não incorporam no kardecismo, isso é fato, mas afinal tem ou não espíritos no grau de guardiões a proteger o trabalho Kardecista? Para que cada um julgue e considere segundo suas concepções do que é um Exu, vou me limitar apenas a transcrever alguns trechos de livros da série “Nosso Lar” de André Luiz, psicografado por Chico Xavier:
· De súbito, um companheiro de alto porte e rude aspecto apareceu e saudou-nos da diminuta cancela, que nos separava do limiar, abrindo-nos passagem.
· Silas no-lo apresentou, alegremente. Era Orzil, um dos guardas da mansão, em serviço nas sombras. A breves instantes, achávamo-nos na intimidade de pouso tépido. Aos ralhos do guardião dois dos seis grandes cães acomodaram-se junto de nós, deitando-se-nos aos pés. Orzil era de constituição agigantada, figurando-se-nos um urso em forma humana.
· No espelho dos olhos límpidos mostrava sinceridade e devotamento. Tive a nítida idéia de que éramos defrontados por um penitenciário confesso, a caminho da segura regeneração. “Ação e Reação” pg 62;
· *Três guardas espirituais entraram na sala, conduzindo infeliz irmão ao socorro do grupo. “Nos Domínios da Mediunidade” pg.53;
· *Apenas o irmão Cássio, um guardião simpático e amigo, de quem o assistente nos aproximou, demonstrava superioridade moral. “Nos Domínios da Mediunidade” pg.251;
Bem... não precisamos nos alongar não é, encontraremos o mesmo tema abordado em várias outras obras de cunho Espirita-Kardecista, só para citar mais uma, do autor J.R. Rochester, que se é polemico, no entanto tornou-se um clássico, temos na obra “Os Magos” um certo Abin-Ari espírito sem luz que vive de retirar de nosso meio os espíritos rebeldes e “larvais” que se voltam contra a humanidade.
Espero ter ajudado na compreensão do mistério Exu, um abraço de vosso irmão em Oxalá,
 Alexandre Cumino

 MATÉRIA EXTRAÍDA DO JUS – JORNAL DE UMBANDA SAGRADA

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Réquiem para Exu


Trabalho de Magia Negra pega?


PERGUNTA: - A pergunta 551 do Livro dos Espíritos: "Pode um homem mau, com a ajuda de um mau espírito que lhe é devotado, fazer mal ao seu próximo?" teve a seguinte resposta: "Não. A Lei de Deus não o permite". Como explicar os diversos casos de trabalhos de magia negra, feitos para o mal, que "pegaram" nos alvos visados, advindo rápido e mórbido quadro físico, psicológico e espiritual, em casos de difícil solução, seguidamente encaminhados por centros espíritas ortodoxos para os grupos universalistas de apometria e terreiros de umbanda?

            RAMATÍS: - Sem dúvida, seria algo simplório, diante das Leis Divinas, justas e perfeitas, se o simples desejo de mal ao próximo, com o auxílio dos habitantes do Astral inferior, fosse capaz de efetivamente provocar o mal desejado. Observai que a maioria dos trabalhos de magia negra com o auxílio da escória mercantilista das baixas zonas umbralinas não oferece nenhum efeito prático diante dos alvos visados, pois acabam sendo unicamente um meio de escambo, de troca de interesses desditosos, com oferecimento das ambicionadas moedas dos homens.

            Contudo, a resposta dos elevados espíritos responsáveis pela codificação do espiritismo não foi objeto de maior aprofundamento naquele momento. Imperavam na Europa Ocidental os mais degradantes métodos rituais de magia, em que as populações, liberadas pelos ventos do Iluminismo que varriam o continente, provindos da França, se entregavam aos prazeres mundanos, aos vícios e à busca das gratificações pessoais sob quaisquer pretextos. Predominavam os alquimistas decaídos, os cabalistas concupiscentes, os curadores sexólatras e os mais sórdidos interesses de uma sociedade reprimida por séculos de Inquisição, que vinham à baila desoprimidos, em objetivos eivados de egoísmo, imoralidade e individualismo exacerbado.

            Diante do cenário descrito, que, de uma maneira geral, imperava nas coletividades européias, alusões mais detalhadas sobre os princípios das emanações mentais, as formas de pensamento, as egrégoras, os artificiais, os condensadores energéticos, o animismo, as projeções astrais, os chacras, o duplo etérico, os corpos espirituais, entre outras, alimentariam a continuidade da prática distorcida da arte da magia. Inserido no racionalismo vigente, próprio da cultura francesa, que era referência para a formação das opiniões da época, o Livro dos Espíritos trouxe as informações morais necessárias àquele momento, assim como a lei mosaica no seu tempo; do contrário, poderia ter sido incompreendido e rejeitado.

            Ampliando as elucidações, afirmamos que o mal só se instala em terreno propício. Logo, podeis concluir que Chico Xavier, São Francisco de Assis, Buda, Gandhi, Zoroastro, Tereza De Ávila, Zoroastro e Jesus, entre outros seres iluminados e de elevada estirpe moral, seriam inatingíveis diante de qualquer intenção maldosa alheia; obtiveram esse direito, pelas leis divinas, ao interiorizar o amor e os sentimentos crísticos.

            Considerando que a grande massa da população terrícola é impregnada de imoralidade, de egoísmo e vaidade, torna-se até comum o mal desejado voltar-se contra a fonte geradora. Os maiores geradores do mal são as próprias convicções interiores de cada cidadão, que proporcionam o terreno adubado para as ervas daninhas alheias se fortalecerem, instalando-se a sintonia entre mentes maldosas com mesmos fins, o que amplia os transtornos.

            Nesse sentido, reforçamos a afirmação de que as leis divinas não permitem que o mal se instale quando não é merecido, de conformidade com a justiça cósmica e com o direito de cada cidadão, conquista inalienável e intransferível do espírito imortal. Nos casos em que os trabalhos de magia negra "pegam", isso não ocorre por causa do ato magístico em si, do apoio das almas do além-túmulo, ou da exímia concentração mental do maldoso mago. O mal se instala porque o alvo visado tem as portas abertas para a sintonia mental por similaridade fluídica, pois "semelhante atrai semelhante".

            Imaginai um encarnado com desmandos no campo sexual, que em vida passada foi cáften explorador de moçoilas desavisadas, e concluireis quão vasto campo para os técnicos, psicólogos e planejadores do Umbral inferior se dedicarem ao mal, em busca de vinganças, prazeres e vampirização energética na área genésica. Logo, não é incomum esse ente se ver repentinamente enfraquecido, sem energia e adoentado. É então encaminhado por um centro espírita a um grupo de apometria ou terreiro de umbanda, ocorrência muito rotineira em todos os recantos de vossa pátria, divulgada entre comentários velados, a portas fechadas, em muitos agrupamentos, para não conspurcar a pureza doutrinária por que se orientam.

Fonte: Vozes de Aruanda - Ed. do Conhecimento
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Não haveria luz se não fosse a escuridão...

“Os Espíritos anunciam que chegaram os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal e que, sendo eles os ministros de Deus e os agentes de sua vontade, têm por missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.”

Allan Kardec.

Liga da Justiça Umbandista

Liga da Justiça Umbandista
O Homem de Bem O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem. Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas. Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar. Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça. Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa. O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam. Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor. Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado. É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado." Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal. Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera. Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros. Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado. Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões. Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram. O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus. Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz. Allan Kardec.